Não é exagero dizer que A Useful Ghost – Uma Ajuda do Além é um dos filmes mais inventivos do ano. Vencedor da Semana da Crítica em Cannes, o primeiro longa de Ratchapoom Boonbunchachoke parte de uma premissa que, nas mãos de muita gente, renderia apenas uma boa piada. Observe: depois de morrer em decorrência de uma doença respiratória, Nat (Davika Hoorne) retorna como o fantasma de um aspirador
Enquanto assistia a A Odisseia, fiquei pensando em como escrever sobre o filme de um diretor que deixei de acompanhar há tanto tempo. Quem me conhece sabe que não sou grande fã. O último filme de Christopher Nolan que vi foi Interestelar, em 2014. De lá para cá, simplesmente não senti vontade de voltar ao seu cinema. Costumo admirar a escala das produções, mas quase sempre termino com a impressão
Eu não vi Obsession no cinema, como gostaria. Vi em casa e não sei até que ponto isso afetou minha experiência. No primeiro Caderno de Notas mencionei sobre essa necessidade quase compulsiva de dar um veredito assim que os créditos sobem e cá estou eu, fazendo justamente isso. A diferença é que não quero tratar esse texto como uma crítica, mas como um registro de uma impressão, uma conversa sem a
E, antes de tudo, não. Este não é um espaço para reunir críticas que ficaram pelo caminho ou publicar textos inacabados. A ideia é outra. Será um ensaio para newsletter? Não sei…quem sabe? Vamos lá… Escrever sobre cinema faz muita gente imaginar que, depois de um filme, eu sempre tenho alguma coisa para dizer. A verdade é que, na maior parte do tempo, eu tenho é muita coisa para pensar. Foi por aí
Antes da cabine de imprensa de Supergirl , rolou uma exibição fechada para jornalistas de cerca de trinta minutos do filme, o que bastou para que algumas reações surgissem nas redes sociais decretando o fracasso da produção. Quando o dia da cabine finalmente chegou, confesso que já fui contaminada pelo clima de “nada espero e seja o que Deus quiser”. A experiência me fez pensar sobre o que se espe
"Não digam que fui rebotalho, que vivi à margem da vida. Digam que eu procurava trabalho, mas fui sempre preterida". - Maria Carolina de Jesus Assisti a Criadas há alguns dias e, desde então, sigo voltando para uma cena específica. Não é uma das sequências mais dramáticas do filme nem um de seus momentos mais abertamente fantásticos. É apenas uma fala. Dessas que surgem quase sem ch
Novo filme do diretor retorna à ficção científica extraterrestre, mas encontra dificuldades para escapar da sombra de suas próprias obras-primas. Confesso que faz algum tempo que uma nova obra de Steven Spielberg não despertava em mim aquela sensação de evento. Talvez porque o cineasta tenha alcançado um status tão monumental que seus lançamentos recentes chegam cercados por uma reverência automát